Reunião à Ficção
- João Macedo
- 22 de mar. de 2017
- 2 min de leitura

Tal como escrevi na minha biografia, ficção está no topo da minha lista de preferências para trabalhar e investir o meu tempo. Como tal, há anos que ando ansioso por fazer uma Curta-metragem. O grande problema da ficção, não se trata do trabalho e o tempo que a mesma exige, mas talvez o facto de tudo não estar nas mãos do Cinematografo. Arranjar actores com bom feitio, que estejam dispostos a trabalhar apenas pelo Portfólio e amor à sua profissão, para mim, é difícil. Já tentei filmar com amigos, amigos dos amigos, familiares e as coisas nunca correram como eu pensava. Não sei se tudo isto se trata de ser perfeccionista e não conseguir lidar com o mínimo ponto negativo ou amador dentro do meu trabalho, mas acabo por não finalizar o projecto se vejo que os ovos que tenho para fazer uma omelete, não serão suficientes para ficar satisfeito. Há quase um ano, "recuperei" uma amizade de longa data. Conheci o Pedro Carranquinha, meses depois do seu nascimento. Fazendo ele 20 anos em maio, suponho que o conheço há pouco mais de 19 anos. Entretanto as crianças deixam de ser crianças, largam os brinquedos. As responsabilidades começam a aparecer e deixamos de ter tempo para jogos de computador. Deixámos de nos ver espontaneamente mas nunca esquecendo a existência do outro. Por incrível que pareça, temos uma amiga (Também de longa data) em comum e, mais uma vez, espontaneamente voltamos aos "velhos tempos" mas desta vez, com costumes e interesses diferentes. Com base em todos os anos de convivência, tudo apontava para que o Pedro estudasse informática ou algo relacionado com tecnologia. Há relativamente pouco tempo, talvez entre 1 a 2 anos, perdeu o interesse que tinha em construir essa carreira e apaixonou-se pelo Teatro. Desde então, investe o seu tempo a formar-se e ver peças de modo a evoluir e procurar sucesso dentro de um mundo muito competitivo. Quando soube que tinha à minha beira alguém que tem o sonho de Representar, não hesitei em perguntar se estaria disposto em fazer um projecto comigo. O Pedro nem pestanejou antes de aceitar o convite. Na altura que pus a proposta em cima da mesa, não fazia ideia do tema que queria que a curta tivesse, sequer. Mas a vontade que o Pedro demonstrou ter, levou a minha motivação às estrelas e deixou-me trabalhar, horas e horas, afincadamente. Em breve vou escrever o trajecto dessas horas e horas de trabalho e talvez a mensagem que a
Curta-metragem trará.













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